Morrem as flores, as rosas - Neste mundo,

Tudo passa e com o tempo morre

Pois o tempo voa, o tempo corre

Neste báratro de dores tão profundo


Flora, fauna e vida neste abismo fundo

Soçobram e a existência, esvai, escorre...

Somente a mão da providência nos socorre,

Numa terra em que tudo é moribundo!


Há no entanto algo que morrer não pode

E não desfaz a bruma do frio esquecimento

Pois é raio de vívida luz que nos acode!


É um sofrer que não sabe a sofrimento!

É um sereno estremecer que nos sacode!

Morrem as rosas, não morre o sentimento!




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