Quando errava eu por uma terra ínvia e cresta,
Triste, desesperançado, acabrunhado e só.
Arrastando-me sobre um mundo que não presta!
Farrapo humano e carcaça a fazer dó!

Agarrando-me nas aparas por aresta!
A ponto da mísera mente humana fazer nó,
Ser que no caminho da vida não se apresta,
pegado vasta sequidão num mar de pó!

Ai meio de um torvelinho lancinante,
Faca a que nada sobre e nada resta,
Jazia eu quase sem vida, agonizante!

Hoje afronto o destino que me arresta!
Pois teu sorriso formoso, inebriante -
Transformou-me a vida numa festa!

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