Jean Brunhes e Camillo Vallaux "La geographie de l Histoire"
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Quando errava eu por uma terra ínvia e cresta, Triste, desesperançado, acabrunhado e só. Arrastando-me sobre um mundo que não presta! Farrapo humano e carcaça a fazer dó! Agarrando-me nas aparas por aresta! A ponto da mísera mente humana fazer nó, Ser que no caminho da vida não se apresta, pegado vasta sequidão num mar de pó! Ai meio de um torvelinho lancinante, Faca a que nada sobre e nada resta, Jazia eu quase sem vida, agonizante! Hoje afronto o destino que me arresta! Pois teu sorriso formoso, inebriante - Transformou-me a vida numa festa!
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Tantas e quantas flores e rosas te enviasse, Devedor continuaria sendo em alta conta, De dívida que não reduz e não desconta, Mesmo que pela vida inteira me esforçasse! Inda que pela vida inteira eu passasse! Plantando rosas na terra ponta a ponta, Do anoitecer a aurora que desponta, E por mais plantar e colher eu porfiasse! A altura, não te poderia jamais presentear, Mesmo em sonho expressar ou exprimir, Senhora, o que significas para mim! E se julgo poder conceber ou atinar! Para tal contenda vencer ou dirimir - Teria de converter o mundo num jardim!
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Morrem as flores, as rosas - Neste mundo, Tudo passa e com o tempo morre Pois o tempo voa, o tempo corre Neste báratro de dores tão profundo Flora, fauna e vida neste abismo fundo Soçobram e a existência, esvai, escorre... Somente a mão da providência nos socorre, Numa terra em que tudo é moribundo! Há no entanto algo que morrer não pode E não desfaz a bruma do frio esquecimento Pois é raio de vívida luz que nos acode! É um sofrer que não sabe a sofrimento! É um sereno estremecer que nos sacode! Morrem as rosas, não morre o sentimento!
Jacques d Apchon - L Irenophile ou discurso pela paz, contra as injusticas, desordens e crueldades das guerras civis.
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